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“Poesia pra quem acredita… Slam do Vida”

Poetry Slam é uma competição de Poesia Falada, idealizada por Marc Kelly Smith, nos anos 80 na cidade de Chicago. Os primeiros encontros de slam aconteceram no próprio estabelecimento comercial (no Bar) de Marc. O movimento popularizou-se, tomando grandes proporções pelos Estados Unidos, e em 1990 o “Poetry Slam” tornou-se um Campeonato Nacional e Internacional de Poesia Falada.


O Slam se tornou um grande movimento social e cultural e foi trazido ao cenário brasileiro em 2008, pela atriz e poeta Roberta Estrela D’Alva. Que difundiu o 1° campeonato de Poesia Falada, o "ZAP" (Zona Autônoma da Palavra), sendo a pioneira no Brasil desse movimento. Também foi a primeira brasileira a competir numa final, de Copa do Mundo de Poesia Slam em Paris no ano de 2011, carimbando o terceiro lugar no pódio.


O slam no Brasil deu ênfase e voz à Poesia Marginal e à literatura periférica, com temáticas voltadas às narrativas da realidade das favelas, como as desigualdades sociais e as injustiças.

A palavra SLAM é uma expressão inglesa e seu significado se assemelha ao som de uma “batida” exemplo: Som de Palmas.


A competição funciona da seguinte forma:


Para competir é necessário estar no local da competição no horário da abertura e fechamento das inscrições.

Ter no mínimo três poesias autorais de até 3 min.

A competição acontece em 3 fases eliminatórias. A cada fase o poeta recita sua poesia autoral sendo avaliado pelo grupo de jurados, que são formados por 3 ou 5 pessoas.

Os jurados, são escolhidos no momento da competição na plateia (júri popular).

Suas avaliações são feitas com base em notas de 0 a 10, classificando ou eliminando o competidor da próxima fase. A última fase é disputada por três poetas que recitam sua terceira poesia, lembrando que caso aconteça um empate de notas, é realizada mais uma fase de desempate, até se consagrar o vencedor.


Atualmente no Rio Grande do Sul, existem 32 competições ativas de Slam, a cena vem crescendo diariamente em diversas cidades, e em grandes comunidades como nos bairros: Rubem Berta com Slam do Vida, na Restinga com o Slam da Tinga e Slam Adversa (1°competição em dupla), na Bom jesus o Slam da Bonja, no Centro e Cidade baixa Slam Aquilombai (1° Slam com Protagonismo Preto), e muitos outros se estabelecendo em Porto alegre, região metropolitana e interior.


SLAM DO VIDA


É uma iniciativa proposta pela Alvo Cultural com o intuito de fomentar a cena do Slam, a liberdade de expressão, a expansão da poesia de rua e a aproximação da comunidade de poetas para dentro de um espaço, que já propaga a cultura popular e a arte expressada em diversos projetos do coletivo. O slam do vida, é a primeira competição de poesia falada, idealizada e organizada por um Ponto de Cultura na cidade de Porto Alegre.

Teve sua primeira edição em 30 de julho de 2022, contando com 5 etapas eliminatórias, levando o finalista de cada edição para a grande final. O ganhador de 2022, foi o Poeta "Fidel do Trem", que levou o prêmio em dinheiro no valor de R$1.200,00.




O que a gente espera com o Slam do vida?

Nossas perspectivas para o Slam do vida, é construir uma comunidade de poetas a fim de expandir a literatura marginal, incentivando através da competição os "Artesãos da Poesia" a se introjetar na competição Estadual e Nacional de Poesia, através da vaga garantida que o finalista vencedor do Slam do vida, terá no "Slam Conexões" e as possibilidades de concorrer a uma vaga para "Slam BR." Que são competições responsáveis pelo Circuito Gaúcho e Nacional de Poesia Falada.


Sabendo que o vídeo poesia é uma ferramenta de extrema importância para a difusão e a visibilidade do artista, inserimos dentro do projeto a realização de um material audiovisual, convidando o poeta a recitar uma amostra da sua obra poética. E contribuindo na fomentação e expansão do seu trabalho, divulgando nas plataformas de mídia sociais do Slam e da Alvo Cultural.


Impacto social do Slam


A literatura no Brasil costuma apresentar-se historicamente, em espaços elitizados e segregadores. O Slam busca romper com esta lógica excludente, e promover um espaço de liberdade, acolhimento, e a identificação das pessoas que socialmente vivem a arte de forma marginal. Empoderando a criar, expressar e compartilhar os sentimentos, vivências e desejos de mudança. São os resultados da descentralização da literatura Brasileira.

A partir do momento em que os participantes sentem-se confortáveis em pertencer a uma cultura tida como periférica, e que as representa de diversas formas, eles passam a protagonizar seu próprio caminho, uma vez que cada indivíduo percebe a poesia de rua sob sua própria ótica e seu sentir.


A poesia falada transforma socialmente indivíduos, sejam eles participantes das competições ou espectadores. Pode-se dizer que o Slam vem causando um impacto social muito grande, ao ser realizado dentro das universidades como o "Poetry Slam da PUCRS" e o "Slam Cruz e Souza" que acontece dentro da UFSC.

Trazemos referências de alguns Poetas marginais em que suas obras foram e são de extrema importância nas escolas e nas faculdades. São eles: Maria Carolina de Jesus, Poeta Sérgio Vaz, a obra dos Racionais MC 'S "Sobrevivendo no inferno" já foram objetos de referência para estudos dentro desse sistema de ensino.


Então, ver as competições de Slam acontecerem nesses espaços traz uma perspectiva diferente e palpável, para deselitizar a literatura tradicional e enfatizar a importância da Poesia e Literatura Marginal dentro desses lugares. Trazendo nas rodas de poesia temas recorrentes ligados a problemas sociais como o combate ao racismo, a desigualdade de gênero, a saúde mental, o direito ao afeto, as formas de resistência diante das violências e opressões cotidianas que atinge rotineiramente grupos minoritários.


A energia que reverbera dentro das rodas de slam, é a energia de pertencimento e acolhimento de todes que experienciam esta vivência, e que vai além, de só uma batalha de poesia de rua. Quem já foi sabe que lá é aquele lugarzinho onde todes tem sua vez e espaço para mostrar seu protagonismo e colocar sua voz e potência no mundo.



Conheça os Slammers Master do Slam do Vida:


As edições contaram com a condução do Mestre de cerimônia e Slammer Master DKG Dekilograma.


Dkg Dekilograma estudante de História, Mc, poeta e produtor cultural do selo Escritório de Rimoterapia.

Foi Slamer Master do Slam Continente e do Slam Cruz e Sousa em Santa Catarina(2017 e 2018)

Poeta Flup RJ 2018

Finalista do Slam Parana 2019

Finalista do Slam Conexões 2022,

Atualmente é Slamer Master do Slam do Vida. Já publicou uma dezena de zines, dois livros independentes e está nos livros de coleção Slam Negritude e Nos Versos de Liberdade e Melanina.


Nathi Poeta Desperta, é Rapper do grupo Conexão Katrina, Produtora executiva da A.M.E Produções, e criadora da marca pessoal Cryamus, além de ser Slammer Master do Slam do vida é também do Slam Aquilombai, slam com protagonismo Preto.

Foi finalista nos slams: "Poetry Slam da PUCRS" (2° colocada), Slam do vida, em duas edições (2° colocada), Slam do Espinho (1° colocada), Slam Viamão (2° colocada).

Poeta desperta, frequenta ativamente as rodas e comunidades de slam. Agregando com sua música, arte, poesia e trajetória dentro da cultura popular e do Hip Hop.


Karin Santiago, 40 anos.

Mãe, poeta, escritora, educadora social, produtora cultural, servidora pública do município de Alvorada, graduanda em Licenciatura em Pedagogia pelo Instituto Federal de EducaçãoCiência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. Karin escreve desde os dez, e só declamou publicamente em 2018, quando venceu a 1° edição do Slam 48 (Alvorada/RS).

1° colocada na 1° etapa do Slam do Vida e finalista da edição 2022 (2° colocada). Hoje atua como nossa Slammer Master. Têm feito publicações em coletâneas como o Prêmio Off-flip e Identidades (Venas Abiertas). É produtora executiva da apresentação de RAP "Sinfonia Suja" e do coletivo de mulheres da periferia de Alvorada, o "Empoderarte".


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